Novos tratamentos para calvície: o que está sendo estudado além de minoxidil e finasterida?

Durante décadas, o tratamento da alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, esteve fortemente associado a medicamentos como minoxidil e finasterida. Essas opções continuam relevantes e fazem parte da abordagem terapêutica de muitos pacientes, mas a pesquisa sobre queda de cabelo está entrando em uma etapa diferente. Em vez de investigar apenas formas de estimular o crescimento dos fios ou reduzir a influência dos andrógenos, pesquisadores passaram a estudar mecanismos relacionados à senescência celular, regeneração dos folículos, estresse oxidativo, células progenitoras e microambiente folicular.

Entre as moléculas que ganharam destaque em 2026 estão ET-02 (RS5441), clascoterona tópica 5% e RLS-1496. Embora todas estejam relacionadas à pesquisa de novos tratamentos para calvície, elas se encontram em estágios bastante diferentes de desenvolvimento. A clascoterona já possui resultados de fase 3 divulgados pelo fabricante, enquanto ET-02 apresentou dados iniciais de primeiro estudo em humanos e RLS-1496 ainda está avançando dos experimentos ex vivo com folículos humanos para um estudo específico em pacientes com alopecia androgenética.

Por isso, conhecer essas pesquisas é interessante para entender o futuro da dermatologia capilar, mas é igualmente importante separar tratamentos disponíveis atualmente de medicamentos experimentais que ainda precisam demonstrar eficácia e segurança em estudos clínicos adequados.

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O que é alopecia androgenética e por que os cabelos ficam progressivamente mais finos?

A alopecia androgenética é uma condição progressiva na qual fatores genéticos e hormonais contribuem para alterações do ciclo capilar e para a miniaturização de folículos suscetíveis. Nos homens, é comum observar inicialmente aumento das entradas, redução da densidade na região frontal ou rarefação no vértex, enquanto nas mulheres a diminuição da densidade costuma ser mais difusa e frequentemente mais perceptível na região central do couro cabeludo. Entretanto, os padrões podem variar consideravelmente e, por isso, nem toda queda de cabelo ou redução de volume deve ser automaticamente classificada como alopecia androgenética.

Um dos mecanismos mais conhecidos da calvície masculina envolve a di-hidrotestosterona (DHT). Em folículos geneticamente suscetíveis, sua sinalização contribui para um processo progressivo de miniaturização. Ao longo de sucessivos ciclos capilares, fios terminais grossos podem se tornar progressivamente mais finos, curtos e menos pigmentados, enquanto a duração da fase de crescimento também pode diminuir. O resultado percebido pelo paciente é uma redução gradual da densidade capilar, mesmo quando ainda existem folículos presentes naquela região.

A compreensão da alopecia androgenética, entretanto, está se tornando mais sofisticada. Atualmente são investigados também mecanismos relacionados à atividade das células do folículo, envelhecimento celular, sinalização molecular, inflamação e estresse oxidativo. Essa ampliação do conhecimento explica por que diferentes empresas e grupos acadêmicos procuram hoje desenvolver medicamentos que atuem em alvos biológicos distintos daqueles explorados pelas terapias tradicionais.

Minoxidil e finasterida continuam importantes no tratamento da calvície

O surgimento de medicamentos experimentais não significa que minoxidil e finasterida tenham se tornado ultrapassados. Pelo contrário, são terapias com uma base de evidências muito mais consolidada do que as moléculas emergentes abordadas nesta matéria. Dependendo do perfil do paciente e do diagnóstico estabelecido pelo dermatologista, o minoxidil pode ser utilizado para favorecer o crescimento capilar e prolongar a fase anágena, enquanto a finasterida interfere na conversão da testosterona em DHT por meio da inibição da enzima 5-alfa-redutase.

A grande mudança observada na pesquisa atual está na busca por mecanismos complementares. Em vez de simplesmente desenvolver novas versões das mesmas estratégias, pesquisadores investigam se a regeneração dos folículos poderia ser favorecida por intervenções sobre senescência celular, receptores androgênicos locais, estresse oxidativo ou outros mecanismos moleculares. É nesse contexto que ET-02, clascoterona e RLS-1496 despertaram atenção em 2026.

Para conhecer outras abordagens atualmente empregadas na dermatologia capilar, consulte também a página da Derma Line sobre procedimentos capilares.

ET-02: uma nova estratégia baseada na inibição de PAI-1

Entre as pesquisas recentes está o ET-02, formulação tópica experimental contendo RS5441, um inibidor de PAI-1 (plasminogen activator inhibitor-1). Os resultados do primeiro estudo em humanos foram apresentados durante o 3rd BCN Hair Meeting, realizado de 17 a 19 de setembro de 2026, na Espanha. Segundo a Renascience, responsável pelo desenvolvimento original da molécula, a Eirion Therapeutics apresentou dados da formulação tópica ET-02 a 5% obtidos após 28 dias de utilização.

O interesse científico pelo PAI-1 está relacionado, entre outros fatores, aos processos de senescência celular e envelhecimento. Pesquisas pré-clínicas com RS5441 sugeriram que a inibição desse mecanismo poderia interferir na atividade dos folículos e favorecer processos regenerativos. Dados anteriores divulgados pela Renascience em modelos animais também haviam mostrado alterações importantes na quantidade e no ciclo dos folículos após administração de RS5441, fornecendo a base experimental para o desenvolvimento do medicamento tópico ET-02.

Segundo os dados apresentados pela empresa no congresso, a avaliação após 28 dias mostrou crescimento capilar considerado favorável quando comparado indiretamente com resultados previamente publicados de minoxidil tópico após quatro meses e minoxidil oral após seis meses. Essa comparação despertou atenção, mas precisa ser interpretada corretamente: os pacientes do estudo com ET-02 não foram randomizados para receber ET-02 ou minoxidil dentro do mesmo ensaio. Portanto, diferenças de população, metodologia, duração e forma de avaliação podem influenciar substancialmente os resultados.

Consequentemente, os dados atuais não permitem afirmar que ET-02 seja mais eficaz que minoxidil. A relevância da pesquisa está principalmente no mecanismo inovador e no sinal inicial observado em seres humanos. Estudos clínicos maiores e controlados serão necessários para determinar a magnitude real do benefício, sua duração, segurança e quais pacientes poderiam eventualmente responder melhor ao tratamento.

Referência externa: Renascience — resultados do primeiro estudo em humanos com ET-02/RS5441.

Clascoterona tópica: bloquear a sinalização dos andrógenos diretamente no couro cabeludo

Entre as três moléculas analisadas, a clascoterona tópica 5% encontra-se em estágio clínico mais avançado. Seu mecanismo também representa uma abordagem diferente da finasterida. Em vez de reduzir a formação de DHT por meio da inibição da 5-alfa-redutase, a clascoterona atua como antagonista do receptor de andrógeno, procurando diminuir localmente no couro cabeludo a sinalização androgênica associada à miniaturização folicular.

O programa clínico inclui estudos fase 3 multicêntricos, randomizados e controlados por veículo para homens adultos com alopecia androgenética. O desenho do estudo SCALP1, por exemplo, prevê uma primeira etapa de seis meses comparando clascoterona 5% com veículo e uma segunda etapa de acompanhamento por outros seis meses para avaliar segurança e manutenção da resposta.

Em abril de 2026, a Cosmo Pharmaceuticals divulgou os resultados de acompanhamento de 12 meses. Segundo a empresa, pacientes que continuaram utilizando clascoterona apresentaram manutenção e continuidade dos ganhos capilares, enquanto aqueles transferidos para veículo a partir do sétimo mês perderam parte dos benefícios anteriormente obtidos. O fabricante também informou que o perfil de segurança e tolerabilidade ao longo do período permaneceu comparável ao observado com o veículo.

Esses resultados são particularmente relevantes porque a alopecia androgenética é uma condição crônica e progressiva. Não basta que um medicamento produza algum crescimento nos primeiros meses; segurança, tolerabilidade e manutenção do resultado durante o tratamento prolongado são aspectos fundamentais. Ainda assim, é necessário diferenciar dados divulgados pelo fabricante de uma avaliação independente e completa dos resultados. A clascoterona 5% permanece uma terapia investigacional para alopecia androgenética, e os resultados disponíveis não permitem afirmar que seja superior à finasterida ou ao minoxidil.

Referências externas: consulte o registro do estudo clínico SCALP1 e os resultados de 12 meses divulgados pela Cosmo Pharmaceuticals.

RLS-1496: senescência celular e estresse oxidativo entram no radar da alopecia

Outra linha experimental que ganhou destaque em setembro de 2026 é o RLS-1496, desenvolvido pela Rubedo Life Sciences. A molécula é descrita como um modulador de GPX4 — glutathione peroxidase 4, enzima relacionada à proteção das células contra determinados processos oxidativos. A estratégia faz parte de uma área emergente que procura entender de que forma senescência celular, estresse oxidativo e perda da capacidade regenerativa dos tecidos podem contribuir para doenças associadas ao envelhecimento, incluindo alterações dos folículos capilares.

Em experimentos divulgados pela empresa foram utilizados folículos humanos intactos obtidos de homens com alopecia androgenética e mantidos em condições ex vivo. Esses folículos foram expostos à DHT e posteriormente tratados com diferentes concentrações de RLS-1496, utilizando finasterida como controle positivo. Segundo a Rubedo, determinadas concentrações produziram aumento da elongação folicular e, na concentração mais elevada avaliada, o resultado apresentou desempenho numericamente comparável ou superior ao controle utilizado no experimento.

É importante destacar que um estudo ex vivo não equivale ao tratamento de uma pessoa com alopecia androgenética. O folículo isolado não reproduz integralmente fatores como metabolismo, circulação, resposta imunológica, absorção do medicamento, interações hormonais e segurança sistêmica. Portanto, esses resultados servem principalmente como justificativa biológica para avançar a investigação.

A Rubedo anunciou que pretende iniciar em outubro de 2026 um estudo clínico específico do RLS-1496 em pacientes com alopecia androgenética, com resultados iniciais previstos para o primeiro semestre de 2027. Se o cronograma for mantido, será possível começar a verificar se os resultados observados nos folículos humanos ex vivo se traduzem em um efeito mensurável nos pacientes.

Referência externa: anúncio do programa clínico RLS-1496 e resultados ex vivo.

O que ET-02, clascoterona e RLS-1496 revelam sobre o futuro da calvície?

Talvez a informação mais interessante não seja descobrir qual dessas moléculas será a primeira a chegar ao mercado, mas perceber como o paradigma de pesquisa da alopecia está se ampliando. Durante muito tempo, a terapêutica esteve concentrada principalmente em estimular o crescimento dos cabelos ou diminuir a influência dos andrógenos. Agora, mecanismos relacionados à regeneração folicular, senescência celular, sinalização dos receptores androgênicos e equilíbrio oxidativo começam a ser explorados simultaneamente.

O ET-02 investiga a inibição de PAI-1 e seus possíveis efeitos sobre mecanismos regenerativos do folículo. A clascoterona procura reduzir a influência androgênica por meio de bloqueio local do receptor de andrógeno. Já o RLS-1496 investiga a modulação de GPX4 dentro de uma estratégia relacionada à senescência celular e ao estresse oxidativo.

Essa diversidade de mecanismos abre uma possibilidade interessante para o futuro: em vez de procurar um único medicamento capaz de solucionar todos os casos de calvície, a dermatologia poderá avançar em direção a tratamentos cada vez mais individualizados e multimodais, escolhidos de acordo com o diagnóstico, características do paciente e mecanismos predominantes da doença. Essa possibilidade, entretanto, ainda é uma perspectiva científica, e não uma conclusão estabelecida pelos estudos atuais.

Antes de procurar um novo tratamento, é preciso descobrir a causa da queda de cabelo

Quando uma pessoa percebe aumento da queda ou redução da densidade dos cabelos, uma das principais armadilhas é assumir imediatamente que possui alopecia androgenética. Existem inúmeras causas de queda capilar, incluindo eflúvio telógeno, alopecia areata, alopecias cicatriciais, doenças inflamatórias do couro cabeludo, alterações nutricionais, distúrbios hormonais e tireoidianos, medicamentos e outras condições clínicas. Além disso, mais de uma causa pode estar presente simultaneamente.

Por esse motivo, o diagnóstico dermatológico vem antes da escolha do tratamento. A avaliação inclui história clínica, exame do couro cabeludo e dos fios e, conforme o caso, exames complementares. A tricoscopia digital pode ser particularmente útil porque permite observar com ampliação características dos fios e do couro cabeludo, identificar alterações compatíveis com diferentes tipos de alopecia e registrar imagens que posteriormente podem ser comparadas durante o acompanhamento. A Derma Line explica detalhadamente o exame em sua página sobre Tricoscopia Digital.

Essa avaliação objetiva também é importante porque o ciclo capilar é lento. Observar diariamente o cabelo no espelho ou contar fios encontrados durante o banho pode produzir uma percepção distorcida da evolução. Fotografias padronizadas e avaliações digitais permitem acompanhar alterações de densidade e características dos fios com critérios mais consistentes.

Diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento

Na alopecia androgenética, a miniaturização costuma ocorrer de forma progressiva. Inicialmente, muitos folículos permanecem presentes, mas começam a produzir fios cada vez menores. Com a progressão da doença, preservar ou recuperar a densidade pode se tornar mais difícil. Dessa forma, procurar avaliação dermatológica quando surgem sinais como aumento das entradas, redução de volume, couro cabeludo progressivamente mais visível ou afinamento persistente dos fios pode permitir diagnóstico e intervenção em uma etapa mais precoce.

Depois de estabelecer a causa da queda, o dermatologista pode discutir diferentes possibilidades terapêuticas. Além das opções farmacológicas, determinados pacientes podem ter indicação para procedimentos complementares. A Derma Line disponibiliza informações, por exemplo, sobre MMP capilar — Microinfusão de Medicamentos na Pele, além de outras modalidades apresentadas na área de procedimentos capilares. A indicação de qualquer procedimento deve ser individualizada de acordo com o diagnóstico e as características do paciente.

Os novos medicamentos poderão substituir minoxidil e finasterida?

Ainda não existem evidências para responder afirmativamente. É possível que algumas das moléculas atualmente investigadas se tornem alternativas para determinados grupos de pacientes; outras poderão ser utilizadas em associação às terapias existentes e algumas poderão simplesmente não demonstrar benefício suficiente quando submetidas a estudos maiores. Esse processo faz parte do desenvolvimento normal de medicamentos: resultados positivos em laboratório ou nos primeiros estudos clínicos não garantem aprovação futura.

Também é possível que o tratamento da alopecia androgenética evolua para combinações dirigidas a mecanismos diferentes. Um medicamento poderia atuar na sinalização androgênica enquanto outro interferiria no ciclo ou no microambiente folicular, por exemplo. Essa hipótese é cientificamente plausível, mas ainda precisa ser testada adequadamente antes de ser incorporada à prática clínica.

Cuidado com promessas de “cura da calvície”

O grande interesse público por tratamentos para queda de cabelo cria um ambiente favorável à divulgação exagerada de resultados preliminares. É relativamente comum que estudos realizados em células, animais ou pequenos grupos de voluntários sejam transformados nas redes sociais em anúncios de uma suposta “cura da calvície”. O problema é que existe uma distância considerável entre demonstrar um mecanismo em laboratório, observar um sinal de eficácia em um estudo inicial e comprovar que um medicamento é seguro e eficaz para utilização prolongada em milhares ou milhões de pessoas.

No caso do ET-02, os primeiros resultados humanos são interessantes, mas ainda iniciais e a comparação divulgada com minoxidil foi indireta. Para o RLS-1496, os dados específicos para alopecia androgenética divulgados até agora incluem experimentos ex vivo, enquanto o estudo clínico nessa indicação está previsto para começar em outubro. A clascoterona está consideravelmente mais avançada, com programa fase 3 e resultados de 12 meses divulgados, mas continua sendo necessário acompanhar a publicação completa dos dados e o processo regulatório.

Portanto, expressões como “cura definitiva”, “substituto da finasterida” ou “tratamento seis vezes melhor” não devem ser utilizadas para descrever essas pesquisas neste momento.

5 dúvidas sobre os novos tratamentos para calvície

1. ET-02 já está disponível para tratar alopecia androgenética?

Não. O ET-02 é um medicamento experimental contendo RS5441. Os primeiros resultados em humanos foram apresentados em setembro de 2026 e são necessários estudos maiores para determinar eficácia e segurança.

2. A clascoterona pode substituir a finasterida?

Ainda não é possível afirmar isso. Embora a clascoterona 5% tenha alcançado estudos fase 3 e apresentado resultados positivos divulgados pelo fabricante, isso não demonstra automaticamente superioridade ou equivalência em relação à finasterida. São medicamentos com mecanismos diferentes e seriam necessários dados comparativos adequados para responder a essa questão.

3. RLS-1496 já demonstrou crescimento de cabelo em pacientes com calvície?

Os resultados específicos divulgados para alopecia androgenética foram obtidos em folículos humanos mantidos ex vivo. O estudo clínico em pacientes com alopecia androgenética está previsto para começar em outubro de 2026, portanto ainda não é possível extrapolar os resultados laboratoriais para eficácia clínica.

4. Minoxidil e finasterida ficarão ultrapassados?

Não há evidência para essa conclusão. As novas terapias precisam demonstrar segurança e eficácia em estudos adequados antes de ocupar um lugar definido no tratamento da alopecia androgenética. Mesmo que algumas sejam aprovadas, elas poderão complementar as opções existentes em vez de necessariamente substituí-las.

5. Como saber qual tratamento é adequado para minha queda de cabelo?

O primeiro passo é estabelecer corretamente qual tipo de queda ou alopecia está presente. História clínica, exame dermatológico, avaliação do couro cabeludo, tricoscopia e exames complementares quando indicados permitem diferenciar condições que podem parecer semelhantes para o paciente, mas exigem tratamentos diferentes. Informações sobre atendimento dermatológico podem ser consultadas na página da Derma Line — Dermatologista em São Paulo.

O futuro do tratamento da alopecia androgenética

Os estudos recentes mostram que a pesquisa sobre calvície está se tornando mais diversificada. ET-02 procura interferir na atividade de PAI-1 e em processos relacionados à regeneração folicular; clascoterona investiga o bloqueio tópico da sinalização androgênica; RLS-1496 explora mecanismos associados à GPX4, senescência e equilíbrio oxidativo. São caminhos diferentes para uma doença biologicamente complexa, e justamente essa diversidade torna a atual fase de pesquisa particularmente interessante.

Ao mesmo tempo, inovação deve ser acompanhada de cautela. A história do desenvolvimento farmacêutico contém inúmeros exemplos de moléculas que apresentaram resultados promissores em laboratório ou em estudos iniciais e posteriormente não confirmaram benefício suficiente. Por isso, pacientes com queda de cabelo não devem esperar por uma suposta “próxima cura”, abandonar tratamentos prescritos ou utilizar substâncias experimentais por conta própria.

Enquanto essas pesquisas avançam, a estratégia mais consistente permanece a mesma: diagnosticar corretamente a causa da queda, avaliar o grau de comprometimento dos folículos, iniciar quando indicado um tratamento respaldado por evidências e acompanhar objetivamente sua evolução. Novas moléculas poderão ampliar esse arsenal no futuro, mas a medicina capilar continuará dependendo de diagnóstico adequado e tratamento individualizado.

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